segunda-feira, 4 de abril de 2011

Se colar, colou

A Chapa 3 - Hora de Avançar apresentou renúncia à composição do DCE em carta publicada em seu blog. O post não tardou a receber a visita de nosso animador favorito, o Bozo, que segue no ramo da representação estudantil de tempo integral. Com efeito, não deve haver muita gente que tome por ideal passar vinte anos em uma instituição de ensino sem despontar para profissão alguma. Ciente disso, ele nunca se candidatou a nada. Quem se sentiria representado por estudante desses? Talvez quem pague suas contas, já que a frequência na UCS, estude-se ou não, não costuma ser gratuita.

É isso mesmo: em vinte anos como universitário, Bozo pode não ter colado graus, mas é sério candidato a um adesivo do "Patrimônio UCS".

A Chapa 3 enfim percebe que com os jurássicos não há diálogo. Mais: na presença deles, o DCE torna-se o espaço menos adequado para discutir o interesse do estudante. Bozo é a antítese das aspirações de nós todos. A lógica leva a crer que tais figuras não representem nem a si próprias.

Um fenômeno como a Chapa 3, nascido livre dos cupinchas partidários, foi apenas o primeiro sinal para a extinção dos dinossauros.

quarta-feira, 30 de março de 2011

UCS, palco para genocidas


Esta semana a Universidade de Caxias do Sul realiza um dos maiores congressos de sua história para promover a aplicação, no Direito, das teorias dum economista cujos dados que ostentava relativos  à sua própria época - resta hoje comprovado - eram cabalmente falsos, cuja doutrina econômica foi esmigalhada pela estrutura  mesma da realidade, como demonstrou - não bastassem os fatos - a lógica de autores como Schumpeter, Hayek e Mises, e cujas proposições de reengenharia social garantiram ao século XX a epígrafe de o mais sangrento de toda a caminhada humana sobre a Terra, derrotando com folga a união de quase todos os anteriores no quesito democídio e ódio pespegados em tempos de paz.

Num evento nascido para, como de praxe, criticar "tudo isso que está aí" a título de capitalismo (um termo eclético o suficiente para abranger tudo o que houver sob a triangulação Geisel - Pinochet - Mercantilismo setecentista, plus a democracia, à qual chamam "burguesa"), não se pode deixar de indagar a origem do dinheiro. No melhor espírito neofascista que caracteriza a república sindicalista, os organizadores garantiram portas abertas ao receber patrocínio de empresa estatal - aquela mesma que, tão amiga do proletariado, estupra sigilos bancários de caseiros "inimigos d'O Partido, que é O Povo" - assegurando, assim, uma boa penca de participantes internacionais.

Que tão repulsivo congresso se dê em instituição privada, fundada - dentre outros - pela Igreja Católica e instalada em região das mais aburguesadas e prósperas do subcontinente não deixa de ser sinal dos tempos, de uma mentalidade que vai muito além daqueles "bárbaros selvagens" que, apontava Ortega y Gasset, criam-se a leite com pêra para, esnobes e megalômanos, crescer e destruir suas próprias civilizações, imaginando - e aí estamos com Hayek, um Nobel - guardarem mais informação e conhecimento em suas cabecinhas ditatoriais do que nas construções autônomas e livres de todo o resto da humanidade.

O marxismo, é sabido, encontrou em sua evolução dois públicos cativos que nunca dantes se pensariam pares: intelectuais egocêntricos de matriz empiricista, dotados duma profunda e inexpugnável demofobia, e pós-adolescentes frustrados pela própria e natural inferioridade - seja ela profissional, intelectual ou estética (causa comum às mocinhas de esquerda). Estes identificam na dogmática do ódio coletivo proposta pelo Papai Noel parasitário um perfeito mecanismo de transferência de suas próprias culpas e mágoas para uma superestrutra externa e inatingível. Dito cenário humano está bem representado no congresso. Passei por lá movido por uma curiosidade quasi paleológica. Não fosse repugnante,  seria engraçado ver tantas caricaturas jurássicas, com seus banhos vencidos e barbas por fazer, ao lado das típicas patrícias caxienses que trocavam suas bolsas Victor Hugo por sacolinhas com a face do Mau Velhinho - aquele cujos duendes na cachola eram bancados pelo burguês Friedrich Engels.

Face às centenas de milhões de cadáveres legados por todos os regimes, sem exceção, que se propuseram a acelerar a marcha histórica da utopia marxista junto à realidade, fica a pergunta: qual será o próximo grande evento que encontrará espaço no UCS Teatro? Goebbels e a publicidade responsável? "Mein Kampf" e a literatura progressista? Como  coerência é critério basilar à investigação da verdade - em espécie a verdade acadêmica - podemos antever sacolinhas com a face de Hitler (quiçá abraçado a Nietzsche, para calar os "direitosos intolerantes") a desfilar pela galeria universitária. Ou, para os senhores do Bloco 58, a dignidade das vítimas calcula-se pela cor de suas bandeiras? E quanto a quem bandeira não tem? Para o verdadeiro marxista, o simples não-marxismo basta para configurar a "crimideia" (Orwell, you fool).

A estrela deste universo, prezados companheiros mantenedores dessa instituição pequeno-burguesa, é a estrela vermelha. Ela paga bem e confere grande prestígio a quem lhe serve, não há dúvidas. Tal qual fazia enquanto exterminava populações inteiras via fome programada e enviava intelectuais "dissidentes" à rede de gulags que inspirou os campos alemães. Tal qual faz, ainda, mantendo a oposição cubana em presídios piores que os brasileiros para presos comuns, quando não os despacha no paredón. Tal qual orgulhava-se de fazer a polícia do pensamento que, sem foice, nem martelo, levou a cabo o socialismo de classe média da suástica nazista.

Profunda vergonha - e pena duns bons professores obrigados a se submeter a esse circo de horrores. Seus heróicos esforços por arejar esse ambiente viciado merecem nossa mais sincera admiração, em nome dos muitos mestres e doutores que o maoismo arrastou pelas praças em chapeus de burro para construir o  velho mundo novo.

L.F.

1000 Participantes e ainda precisam das turmas Liberadas?

Pequenos e grandes palhaços esquerdistas que vem comentar aqui no Blog se gabam dos 1000 inscritos no I Congresso Internacional de Direito e Marxismo. Pudera, com inscrições gratuítas é logico que a procura se torna maior. Mas se o evento foi tão frequentado, como explicar que o CCJU tenha liberado as turmas do Curso de Direito para irem prestigiar o tal Congresso?

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Desconstruido Marx", por Marlon Adami

Qual não foi minha surpresa quando descobri que o professor Marlon Adami, formado em história na UCS, submeteu um trabalho de sua autoria, intitulado "Desconstruindo Marx", para apresentação no I Congresso Internacional de Direito e Marxismo. O professor Marlon Adami, crítico contumaz do coletivismo bovino, será, salvo o aparecimento de outra surpresa, a única luz de inteligência a iluminar um ambiente supostamente acadêmico onde, até onde se pode ver, irá predominar o culto à vigarice ideológica de um rematado charlatão como Karl Marx.

Tão logo consiga contatar o Professor Marlon Adami, publico aqui a íntegra de seu trabalho.

Cliquem aqui para conferir o excelente blog Bunker da Cultura, do Professor Marlon Adami.

Ainda o Metódo para Conseguir 1000 Participantes

De acordo com o integrante da comissão organizadora e coordenador do Mestrado em Direito da UCS, professor Sérgio Augustin, que é autor da pesquisa Marxismo e Ambiente, o Congresso despertou o interesse da comunidade acadêmica de diversos países, além de políticos e sindicalistas.

O que vai acima é um trecho de uma notícia veiculada no portal da UCS, para ler a íntegra clique aqui, que pode muito bem ser enquadrada no post sobre "Como Conseguir 1000 Participantes em um Congresso de Direito". É só ter entrada gratuíta e colocar Marxismo no título do Congresso que os políticos de plantão e a pelegada sindical de sempre garantem os 1000 participantes.

Como Conseguir 1000 Participantes para um Congresso de Direito

1 - Tenha como tema algo caro para quem esteja no governo

2 -  Arrume o patrocínio de alguma Estatal

3 -  Marque o evento para algum dia de semana

4 - Faça com que a inscrição seja franca

5 - Se evento envolver algum dogma político, dê um jeito de mobilizar a companheirada para se inscrever

Pronto. Você tem 1000 inscritos no evento.

domingo, 27 de março de 2011

O Restaurante dos Intelectuais de Esquerda

Na foto, palestrantes do I Congresso Internacional de Direito e Marxismo almoçam no Restaurante Casa DiPaolo. Na pauta, planos para implantar a ditadura do proletariado.

Se observarem, entre os apoiadores do tal I Congresso Internacional de Direito e Marxismo está o Restaurante Casa DiPaolo. É lá que os palestrantes vão almoçar. O Casa DiPaolo, como se sabe, é o restaurante dos operários. Um rodizio completo está na faixa de 47 reais a pessoa. Os maiores frequentadores são os metalúrgicos da Fábrica da Randon.

Não há problema em levar um palestrante para ir no Casa DiPaolo. O problema é a hipocrisia da intelectualidade de esquerda, que não pensa, como diria Roberto Campos, que não vê problema algum em comer bem e fartamente em restaurantes burgueses enquanto defendem regimes econômicos e políticos que, tal como Cuba, distribuem ração para a população comer.

sábado, 26 de março de 2011

Incinerar o Diploma

O artigo abaixo transcrito foi escrito reunindo elementos já postados nesse blog.

A UCS tem um portal na internet intitulado UCS Sempre. Através dessa página a instituição pretende que um ex-aluno possa “continuar fazendo parte da UCS como um sempre aluno”. O programa da UCS seria elogiável não fosse a própria UCS a fazer de tudo para boicotá-lo.  Como posso me sentir um “sempre aluno” de uma instituição que organiza um troço chamado “I Congresso Internacional de Direito e Marxismo”? Ao invés de aderir ao UCS Sempre passei a cogitar a ideia de incinerar o meu diploma. O objetivo do I Congresso Internacional de Direito e Marxismo é "proporcionar a difusão – entre alunos da graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores, advogados e profissionais jurídicos em geral – da obra de Karl Marx e da tradição teórica e política que se formou em sua esteira, com a promoção de palestras, oficinas e produções bibliográficas no campo do marxismo, voltadas à temática do Direito Constitucional contemporâneo".

Em suma, é uma despropositada tentativa de ventilar a mais assassina doutrina política já imaginada na história da humanidade como algo juridicamente plausível. Se o Marxismo foi alguma coisa, essa coisa foi a negação do Direito em si. Em todos os países onde o Marxismo encontrou respaldo o que se viu foram governos autoritários que mataram milhões de pessoas em perseguições políticas, advindas de um sistema por natureza opressor, ou de fome, pela ineficiência contumaz da economia marxista, jogando na vala qualquer forma mais elementar de Direito.

É uma pena que a UCS tenha sido tomada pelo marxismo de fundo de quintal. Com um pouco de atenção é fácil encontrar as pistas que nos levam a essa assombrosa conclusão. A biblioteca universitária é o melhor prova. Em uma breve busca por autores veremos que a grande maioria do acervo bibliográfico é constituída de esquerdistas, restando a conservadores e liberais um número meramente simbólico de volumes. Se Adam Smith tem 37 referências, Karl Marx tem 292. Se Friedrich Hayek tem 12 referências, Lênin tem 73. Se Aristóteles tem 265 referências, Paulo Freire tem 555.

O esquerdismo é uma constante no ambiente acadêmico universitário brasileiro. As faculdades de humanas sempre foram indústrias produtoras de milicianos togados. As entidades responsáveis por forjar nossa elite pensante passaram a contribuir com a improdutividade intelectual em um círculo vicioso onde ignorantes funcionais entregam diplomas a ignorantes funcionais. Não é à toa que dentre as 100 melhores universidades do mundo, pesquisadas pela Times Higher Education, não há nenhuma brasileira. Nossas universidades há muito tempo deixaram de produzir conhecimento para produzir demagogia. Para um aluno que tenha sobrevivido intelectualmente a um ambiente desses não há nada mais acadêmico que esquecer sua universidade e incinerar o diploma.

Por Guilherme Macalossi

Publicado no Jornal Informante em 25 de março de 2010

terça-feira, 22 de março de 2011

A UCS quer ser uma Universidade ou um Partido de Esquerda?

 Quem entrou na home do site da UCS, nesta segunda-feira, se deparou com a foto do Santa Claus do comunismo, Karl Marx. Nada de muito diferente no que consta na capa dos sites de alguns partidos de esquerda brasileiros. Comparem e se espantem.





sexta-feira, 18 de março de 2011

Quando a UCS organizará o I Congresso Internacional de Direito e Liberalismo?

Nos próximos dias 26, 27 e 28 de junho a UCS promoverá, junto com a Fundação Edson Queiroz, da Universidade de Fortaleza, e a Universidade Federal Fluminense, um troço intitulado I Congresso Internacional de Direito e Marxismo. Conforme a descrição, clique aqui para ler a íntegra, o evento  pretende "proporcionar a difusão - entre alunos da graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores, advogados e profissionais jurídicos em geral – da obra de Karl Marx e da tradição teórica e política que se formou em sua esteira, com a promoção de palestras, oficinas e produções bibliográficas no campo do marxismo, voltadas à temática do Direito Constitucional contemporâneo." Em outras palavras, a UCS dará espaço para um intensivão de lavagem cerebral que fará o Comitê  Central do Partido Comunista Cubano corar de vergonha.

Não é a primeira vez que a UCS se presta a esse serviço ideológico de fundo de quintal. Já permitiu a realização do ENED e do EGED, encontros de milicianos de esquerda que, sob o manto do direito, utilizavam esses eventos para difundir suas platitudes ideológicas.  Em um dos encontros do EGED, um dos palestrantes sugeriu inclusive que os alunos se filiassem em partidos de esquerda. Nada mais acadêmico.

O pomposo I Congresso Internacional de Direito e Marxismo é também uma despropositada tentativa de ventilar a mais assassina doutrina política já imaginada na história da humanidade,como algo juridicamente plaúsivel. Se o Marxismo foi alguma coisa essa coisa foi a negação do Direito em si. Em todos os países onde o Marxismo encontrou respaldo o que se viu foram governos autoritários que mataram milhões de pessoas em perseguições políticas, advindas de um sistema por natureza opressor, ou de fome, pela ineficiência contumaz da economia marxista, jogando na vala qualquer forma mais elementar de direito.

O I Congresso Internacional de Direito e Marxismo é só um sintoma do miserê intelectual em que se encontra não só a UCS, mas a academia brasileira em geral. Nossas Universidades a muito tempo deixaram de produzir conhecimento para produzir demagogia. É o reflexo da tomada do ambiente universitário pelo esquerdismo mais rasteiro. O empobrecimento mental de nossa classe pensante é só o resultado do enriquecimento da vigarice ideológica nas universidades, local de formação da intelectualidade. O espaço para o contraditório inexiste. Alguém acredita que algum dos participantes desse evento estará ali para apontar as barbaridades que o marxismo já causou na história do mundo?

Se o Blog Direita da UCS está errado, desde já desafia a UCS a promover o I Congresso Nacional de Direito e Liberalismo. Com a palavra o Magnífico Sr. Reitor, Professor Izidoro Zorzi.